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Casal gay – Sabe quem é a mulher no seu relacionamento?

Já todos nós ouvimos dizer que num casal gay existe sempre um dos homens que faz o papel de mulher. Sabe quem é a mulher no seu relacionamento?

Existe sempre uma mulher num casal gay?

Claro que nem sempre existe um papel feminino num casal gay, pois todos somos diferentes e comportamo-nos de forma diferente, no entanto, a verdade é que na maior parte dos casos, existe um homem que assume o papel de mulher no casal gay.

Esta decisão não é pensada pelo casal, pois é algo instintivo e que depende muito da personalidade de cada pessoa.

casal gay

A questão da sexualidade

Na sociedade tradicional existe sempre um casal de um homem e uma mulher, onde o homem é visto como o ser dominante e a mulher como ser passivo. Claro que atualmente isto não se aplica desta forma, mas é algo que está já bastante interiorizado na nossa forma de perceber uma relação.

Relativamente à sexualidade, o homem é considerado o dominante, pois é ele que penetra, enquanto a mulher apenas se deixa penetrar e é graças a esta separação que existe a tendência de dizer que tem sempre que existir uma mulher num casal gay.

A verdade é que num casal gay, esta separação apenas vai existir se casal desejar, pois podem exercer ambos os papéis. Esta preferência sexual também não define obrigatoriamente quem tem um papel feminino na relação, pois é apenas um dos fatores.

Num casal gay esta escolha pode ser fixa, sendo que um dos homens prefere ser o dominante e o outro o dominado, mas também pode ser totalmente aleatória, dependendo da vontade de cada um na altura.

As características femininas no dia a dia

Existem algumas atitudes que são automaticamente atribuídas às mulheres e que são utilizadas para definir a mulher num casal gay.

Veja algumas características associadas ao papel feminino:

  • Dar mais importância à opinião dos outros – A mulher é conhecida por se preocupar mais com aquilo que os outros possam pensar, ao contrário do homem que é, normalmente, despreocupado.
  • Cuidado extra com o aspeto – Preocupação com a roupa, com o cabelo e ver se os sapatos combinam com a camisola, são atitudes normalmente ligadas às mulheres, mas que também estão presentes em muitos homens.
  • Preocupação com a decoração da casa – A mulher é conhecida por ter gosto pela decoração e quando esta característica está presente num dos homens do casal gay, também pode ser considerada como um sinal de papel feminino.

Não se esqueça que se trata apenas de generalizações que não devem nunca ser motivo de preocupação. O importante é que exista amor e bem-estar no casal gay, independentemente se existe alguém que tem um papel feminino ou não!

Comentários (2)

  • António Casado

    A questão do domínio tende cada vez mais a ser secundária. Sem dúvida que são reminiscências sociais onde o macho, por imposição religiosa e política, tinha na relação um papel preponderante baseado na força muscular e no reconhecimento de capacidades intelectuais que hoje, felizmente, se reconhecem em ambos os sexos. Isto para dizer que o activo na relação – porque há sempre um que é mais activo – pode ser exactamente aquele que tem mais características femininas. Não é relevante. O importante é reconhecer que cada vez mais, entre os casais gay, existe a tendência para a divisão das diversas tarefas e que ambos mantêm um papel mais interventivo na relação. Ambos reconhecem que o psudo machismo derivado dos maus costumes sociais são apenas vícios incutidos pela educação, porque as mães determinam o que um rapaz pode ou não fazer e com o que deve ou não brincar. O abandono destes conceitos, que vão para além do aceitar-se homossexual – primeira grande dificuldade – traduz-se numa vivência mais harmoniosa o que torna a relação mais duradoira. A questão activo/passivo não deixa de ser uma falsa questão. As circunstâncias determinam quem é quem na relação e em que momento isso acontece. Enquanto se procura determinar quem é o activo ou passivo na relação esquece-se da realidade que os une – o amor. Num casal heterossexual, apesar da mulher ser sempre o elemento passivo na cama, não significa que na vida do casal não assuma o papel de activo. Como podemos ver, não é questão sexual que determina a função de cada um, mas sim a forma como cada elemento vivência a relação e a questão do domínio deixa de ser relevante. Isto acontece em casais gay masculinos ou femininos. Neste momento, e devido à luta incansável das mulheres pela igualdade de direitos, também já acontece nos casais heterossexuais. Evidente que cada um tem o seu cunho pessoal e a relação com o meio circundante é diferente. Mas isso são meros factores pessoais e têm apenas esse valor. A questão essencial é: O que é ser gay? Como me relaciono comigo e com outros dentro desta diferença? Devo abdicar de que conceitos para me sentir livre nas escolhas que fizer dentro da minha orientação sexual? Não são fáceis as respostas, mas é por aqui que se inicia um novo conceito de vida e se demarca uma posição social onde é imperativo o respeito mais que a determinação do papel de cada um em qualquer relação.

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  • Alberto manso

    No meu caso, gosto de assumir o que o meu desejo do momento projecta… quer seja mais feminino ou masculino… depende do parceiro (que desejaria idêntico a mim).. contudo, este pensamento, não passa disso mesmo. Terei que experimentar estar com homem.. apenas tenho “estado” comigo e com os meus pensamento. Abraço al

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