Quarta, 23 Outubro 2019

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De Homem a Mulher - Dupla personalidade

Olá amigos (as). Tenho lido todos os dias os vossos comentários e histórias com muita atenção, “mas sempre na sombra escondido”. Contudo hoje decidi expressar a minha modesta opinião e participar. Pois bem(...) de Segunda-feira a Sexta na minha atividade profissional eu sou o Sérgio.Mas logo que eu chego a casa passo a ser a Patrícia, (Patrícia Sofia), uma fêmea muito doce de quarenta e quatro anos. Sou portuguesa. Mas tal como a maioria de vocês minhas queridas, eu adoro ser ela (... ). Assim que eu entro em casa, e após um intenso dia de trabalho eu liberto-me! Liberto-me do meu Stress vestindo-me completamente de mulher, é como se me domina-me uma outra mente e uma identidade muito próprias do universo das meninas, possuo um guarda-roupa secreto repleto de lindíssimas peças femininas, (aliás diga-se de passagem que estão em maioria no meu guarda-roupa as peças feminis do que propriamente as masculinas), mas também tenho imensas fotografias tiradas em Femme enfim... Na verdade, e mesmo sem nunca ter tomado nenhum tipo de hormônio, possuo um rosto bonitinho e muito feminino e um corpo inegavelmente de mulher inclusive tenho mamas desenvolvidas, (facto que aliás, já me tem causando alguma consternação e embaraço na minha vida social e profissional enquanto Sérgio), também tenho um pénis muito pequeno, e quando sou ela…uso gestos tipicamente inerentes a esse maravilhoso mundo cor-se rosa! (Que, aliás, é a minha cor favorita). Não obstante de viver a maior do meu tempo como mulher, na verdade sinto-me muito triste. Em primeiro lugar porque quero soltar para o exterior a minha vertente feminina, mas não posso. Não posso por receio de represálias (no âmbito laboral e social). Ou seja: a minha ética quer soltar a Patrícia dessa prisão em que está detida há quarenta e quatro anos. Mas a Moral imposta pela Sociedade em que eu vivo não permite tal ação. Conclusão: no meu coração, na minha alma e em todo o meu ser, sou feminina.Mas estou enclausurada num corpo masculino. “ Tudo começou tinha eu treze anos. Eu usava cabelo encaracolado de tamanho médio, era elegante, e tinha rosto de menina (facto que desde sempre me caracterizou) e era meio delicado nos meus gestos. Por acaso realizava-se uma passagem de modelos na cidade onde eu estava a passar uns dias… (VILA MOURA) Então dois dias antes desse grandioso desfile aconteceu o seguinte: a minha mãe e eu fomos ver os preparativos desse evento,a azáfama em torno do mesmo era enorme. Acontece que uma das raparigas participantes sofreu um grave acidente, e começaram rapidamente á procura de uma substituta. Foi então que uma das senhoras da organização reparou em mim.Por momentos ela mirou-me atentamente e face às minhas características naturais femininas, ficou convencida que eu era mesmo uma rapariga dirigiu-se á minha mãe para esta autorizar a que eu desfila-se como modelo. A minha mãe “ a rir-se ”, explicou á senhora que ela tinha feito uma enorme confusão, que na verdade, eu era um rapaz e não uma rapariga. A senhora pediu desculpas mas não se importou minimamente com aquilo que ela chamou um mínimo pormenor facilmente corrijivel. E então fui eu o escolhido para substituir a outra rapariga. Ou seja a dois dias do desfile e de um momento para outro vi-me sentado numa cadeira de um camarim rodeado de várias pessoas que me maquilhavam, esticavam-me o meu cabelo, e punham-me extensões…de seguida vestiram-me um sutiã e cueca a condizer, colocaram-me um lindíssimo vestido branco de renda, também vestiram-me collants, calçaram-me sapatos de saltos altos e pintaram-me as unhas, enfim!Fiquei mesmo uma verdadeira boneca! muito feminina e linda! Dai a pouco já estava a desfilar. (Ou pelo menos a tentar), já que os sapatos de salto eram um grande problema para mim. Mas como faltavam dois dias para o desfile e eu tinha de experimentar ainda várias roupas á noite e ensaiar bastante, em face dessa dificuldade no meu caminhar com saltos altos. A dona da agência aconselhou a minha mãe a que ela caminha-se comigo um bocado pela cidade, e que eu fica-se o resto do dia vestida como rapariga para me habituar ao vestido e aos sapatos. A minha mãe mais uma vez riu-se divertida. Ela que tinha entrado naquele pavilhão com um filho pela mão, saiu de lá com uma filha. Eu sentia-me feliz! Estava adorar cada minuto daquela experiência como rapariga, (eu já me tinha vestido antes de menina mas secretamente). Mas pela primeira vez da minha vida eu sentia que era aquilo que eu queria. Sai então para a rua vestida de menina, e assim fui com a minha mãe às compras. Confesso que a sensação que senti foi única, tão maravilhosa! Toda a gente pensava que eu era mesmo uma rapariguinha. Assim após caminhar alguns quarteirões, eu já estava mais habituada a caminhar com os saltos altos. Mas o melhor ainda estava para vir, como eu estava tão perfeita e parecia mesmo uma rapariga genética. A minha mãe decidiu participar ainda mais ativamente “ na brincadeira”, E nessa noite cuidadosamente colocou-me uma rede no cabelo para não me despentear emprestou-me uma camisa de noite dela para eu dormir. E foi nessa noite sozinha no meu quarto que eu descobri a rapariga adormecida que existia em mim. E desde então (embora encoberta) assumo outra identidade) e sou a Patrícia Sofia. PS. Se algum macho (activo) ler este texto e me quiser para mulher, estou disposta a ser fêmea para o resto da minha vida. Beijinhos doces. PATRÍCIA SOFIA

 

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